sábado, 30 de abril de 2011

LAPA

Morreu a minha Lapa; atropelada. Companheira de muitos anos, (11, 12?) mil vezes escapou, à rasante, aos automóveis cá do bairro. Adivinhava-lhe uma morte doce, pela idade que já lhe pesava e se notava pelo (agora) calmo caminhar, pela menor frequência das corridas e crescente desinteresse pelas ocorrências envolventes. Afinal surpreendeu-me uma vez mais - morreu como viveu - livre e fora de casa. Certamente estará agora no céu dos cães rodeada de belos podengos, puros como ela. R.I.P.

1 comentário:

Z disse...

não diria melhor