A G. é funcionária numa escola do segundo e terceiro ciclos deste país. A sua função principal é encarregada de biblioteca. Para além disto, colabora com as restantes funcionárias nas diferentes funções de uma escola - limpeza das salas, arranjo dos jardins, atendimento telefónico...
Pois, estas são s suas funções, mas o seu trabalho não é só este. É a confidente de muitos alunos, é o apoio (competente) dos alunos com necessidades especiais, é a organizadora e/ou participante de campanhas e actividades inteligentes como "a adivinha da semana", " o livro da semana", a realização de trabalhos manuais com alunos com mais dificuldades (alguns materiais são pagos do seu próprio bolso), é o apoio nas TIC a outras colegas ( e docentes) com mais dificuldades nas novas tecnologias.
Há alguns dias,num sábado, num passeio descontraído, passei à porta de escola onde ela trabalha. O estabelecimento estava naturalmente fechado, mas no jardim, uma silhueta familiar cortava erva com uma ferramenta mecânica. Era a G. Parei, dei dois dedos de conversa. Contou-me que estava adiantando serviço pois na semana seguinte iria ter muito trabalho, e o jardim teria que estar bonito.
Sensibilizou-me a simplicidade da resposta, contrastante com a dedicação evidenciada.
Não se preocupem as organizações sindicais com tamanho zelo, que poderia por em causa os restantes colegas, pois trata-se de uma funcionária imaginária. Não és, G ?