terça-feira, 17 de maio de 2011

Achigã- Abertura da Pesca


Ontem iniciou-se o período oficial de pesca. Foi mais um dia espectacular a bordo do Alcião, tendo como motivação a captura desse delicioso peixe.
Com o primeiro a morder o isco esvaíram-se os receios de "grade" * e a pescaria começou a resultar traduzindo-se em cerca 11 exemplares de tamanho mediano, mas legal - todos apanharam peixe, à excepção do autor destas linhas, que nem por isso ficou menos agradado com a actividade.
Houve tempo para pescar, para petiscar, para tomar banho (a água estava esplêndida), e, como estávamos em maré de sorte, somente quando tínhamos o barco já amarrado e arrumado, começou a chover e trovejar.
Bom presságio, sem dúvida

* "grade" - não pescar nada

sábado, 7 de maio de 2011

Testes e afinações II





Finalmente a navegar com a nova vela. Foi testada sem recurso ao estai (vela triangular pequena, à proa).
Com o símbolo do Alcião estampado a azul sobre o branco alvíssimo da vela, ficou de facto muito bonita e valorizou imenso o nosso pequeno veleiro, em aspecto e velocidade.

Testes e afinações I



Ontem foi um dia inteiro dedicado a "trabalhos" no Alcião. Havia que experimentar a nova vela, criar um sistema de "Lazy Jack" no mastro e na retranca e..navegar!
O Lazy Jack ( fotos) não é mais que dois conjuntos de fios paralelos (tipo teia) que permitem que a vela assente no mastro e aí se mantenha, quando é arreada. Mas, fazer isto, obriga a baixar o mastro, fazer furações e aplicar pequenas alças onde os fios vão prender... tudo isto com o barco dentro de água... sem electricidade.
Valeu a equipa de "artistas" (houve quem fizesse uma directa para poder estar presente) que tudo resolveu e o aparelho ficou a funcionar satisfatoriamente, embora necessite ainda de umas pequenas afinações.

domingo, 1 de maio de 2011

Business is Business!



Na cidade muito turítica de Ürgub, Capadócia, entrei numa pequena loja igual a milhares de outras repleta de "recuerdos" para turista levar misturadas com algumas velharias, aparentemente genuínas.
O proprietário apresentou-se muito solícito e simpático e pretendeu saber a nossa nacionalidade. Quando lhe dissemos que éramos portugueses, ficou muito interssado e revelou-nos que Mário Soares e Maria Barroso já tinham estado na sua loja, e enquanto o Dr. Mário Soares fez questão de subir ao altíssimo castelo, Maria Barroso ficou recatadamente naquele estabelecimento à espera do esposo.
Apresentou-se como "Crazy Ali", vendedor, poeta e pintor. Pudemos observar poemas e pinturas de sua autoria, ofereceu-nos postais da cidade e comprámos-lhe algumas pequenas lembranças. Na hora da despedida, paguei as minha compras e quis deixar-lhe o troco, cerca de 5 euros. Devolveu-mos de forma muito simpática e digna afirmando: business is business!
Aqui deixo uma foto de Cray Ali e de um poema seu traduzido em castelhano.