Interrogo-me ultimamente, talvez pela sensação de proximidade da morte que a doença proporciona, sobre o sentido da vida. Há aqui uma pequena variante face ao que se possa pensar desta minha frase anterior. Não me debruço tanto sobre "o que faço, ou fiz aqui, ao longo deste meu tempo de vida", mas sim sobre "o que é realmente importante na nossa vida?". Para o cirurgião que me operou, a resposta deve ser (imagino) fácil. Adivinho que será "salvar vidas!". Para um craque de futebol tipo CR a resposta será "marcar golos", para um banqueiro será provavelmente "aumentar os lucros", para um político sério(?) será "contribuir para o bem estar e progresso dos cidadãos", para o trabalhador esforçado que ganha o ordenado mínimo será porventura "garantir um futuro melhor para os filhos...".
Mas... marcar golos e salvar vidas, ou educar cidadãos, ou varrer ruas ou seja, exercer condignamente uma profissão, dá um sentido à nossa vida?
Continuo à procura de respostas, sobretudo no interior de mim mesmo, que ainda não encontrei por completo - mas palavras como amizade, família ou liberdade vão fazendo cada vez mais sentido. Pelo menos na minha vida.
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